Diferença entre emoção e sentimento no seu corpo
Identificar sentimentos é mais complicado do que parece e isso acontece porque os sentimentos são nomeados e construídos por nós ao longo das experiências que vivemos.
Fisiologicamente, porém, temos emoções e, por incrível que pareça, são basicamente cinco. O filme Divertida Mente ilustra isso muito bem: as emoções surgem como reações automáticas a estímulos externos. Na região subcortical do cérebro, há liberação de hormônios que provocam mudanças no corpo palpitações, lágrimas, suor, ou até dores inexplicáveis. Essas reações são automáticas, facilmente percebidas pelos outros e costumam se dissipar rápido.
As cinco emoções básicas que costumamos reconhecer são:
O medo, nos limita e nos auto preserva, prezando sempre para um maior tempo de sobrevivência contribuindo com a evolução dos indivíduos, efetivamente e na prática.
A tristeza pode estar ligada à condição da vida ou à perda real de algo, emoção oposta da alegria.
A alegria por outro lado é o gozo da vida com prazer e poder partilhar dos momentos de bem-estar, é a representação também da autoestima.
E o afeto, emoção presente em relações amorosas e fraternas, relações em que seja possível viver alguma afetividade.
Já o sentimento é o que nasce da interpretação que fazemos dessas emoções. Enquanto a emoção é uma reação fisiológica imediata, o sentimento é o resultado subjetivo e mais duradouro dessa experiência — filtrado por nossas crenças, memórias e histórias de vida.
Por isso, reações emocionais, quando trazidas à consciência, atuam como gatilhos para a formação de sentimentos. Ao mesmo tempo, os sentimentos são mais fáceis de esconder porque emergem de camadas mais profundas do cérebro.
Diferente das emoções, que costumam ser intensas e passageiras, os sentimentos podem perdurar por muito tempo às vezes por toda a vida. Isso pode ser positivo (como o amor) ou negativo (como uma tristeza crônica). Muitas vezes a causa desse sentimento prolongado é difícil de identificar, o que mantém uma vivência interna desconfortável.
Por que você sente o que sente?
A origem dos sentimentos é sutil — eles podem passar despercebidos e, assim, se perpetuar. Conseguir identificar por que você sente algo dá poder: você passa a escolher se quer manter ou transformar esse sentimento. Vou apresentar alguns exemplos.
Sentir rancor, mágoa ou ódio (derivados da raiva) por alguém pode, com o tempo, perder sentido. Você pode estar em outro ambiente, cercado por pessoas diferentes, e ainda assim vibrar na mesma emoção sem saber por quê..
Ou quando você diz “eu te amo” pela primeira vez, é difícil apontar o exato momento em que esse sentimento começou. Ele simplesmente acontece.
Pare dois minutos agora. Pense em alguém ou em algum lugar. Traga os seus sentimentos para mais perto da percepção e pergunte-se: quando e por que eu sinto isso?
Tomar posse das suas respostas pode valer muito: é um passo para se libertar de padrões que não te servem e para cultivar os sentimentos que realmente fazem sentido para a sua vida.








Comentários
Postar um comentário